MÃE QUE CUIDA DO FILHO SOZINHA, PRESCISA REGULAMENTAR A GUARDA?

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Ter a guarda de um filho, além de mantê-lo em sua custódia, significa ter a responsabilidade de gerir sua vida. Mas o ideal é que isso seja regulamentado pelo poder judiciário. Acordos “de boca” não amparam a mãe em momento de desespero.

Há exatamente 2 meses atrás, uma mãe me procurou dizendo que o pai havia sequestrado a criança. Durante o atendimento, contou que o seu ex-marido buscou a criança para passar o dia dos pais, prometeu entregá-la no fim do dia. Já eram 23:30h, quando ligou dizendo que iria aproveitar a pandemia para ficar com o filho durante a semana. Com o passar dos dias, após muitas insistências da mãe, o pai simplesmente avisou que não iria mais devolver o filho! O caos estava instalado, a mãe acionou a polícia, que foi até o local e disse que nada poderia fazer.

Sabe o porquê? Do mesmo modo que a mãe detém o poder familiar sobre a criança, o pai também tem! Não havia nenhuma decisão judicial, pondo fim a união estável, que tivesse definido a guarda da criança. O problema está ai!

Essa mãe confiou em um homem que simplesmente mudou de ideia depois de alguns anos. Quantas não estão sujeitas a isso? Vejo essas histórias com muita frequência! Na maioria das vezes o motivo é o mesmo: o pai descobriu que a mãe saiu com alguém; ou descobriu que mãe começou a namorar; que a mãe está voltando a ter vida social ou simplesmente quando ele arruma uma namorada nova, que insiste que ele fique com o filho para não pagar mais a pensão! 

Sim, isso acontece muito! Pessoas instruídas ou não, com ou sem dinheiro, todas estão sujeitas aos desgastes do fim do amor.

Resultado, tivemos de propor uma ação para regulamentar a guarda e buscar uma decisão liminar, após isso propor outra ação de busca e apreensão do menor e somente após 8 dias (acreditem, isso foi muito rápido) conseguimos devolver essa criança a mãe!

Então aí vai uma dica para as mamães! Regularizem judicialmente a guarda dos seus filhos, procure um advogado que atue em direito de família e verifique a possibilidade de fixação de regime de convivência. Se previnam! Como dizia o meu pai, Guerra avisada, não mata soldado!